quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Formulário de Isenção de Sócio Carente

Prezados amigos, no ultimo "post" comentamos sobre a possibilidade de isenção de registro para associados. Hoje vamos falar um pouco mais sobre esse assunto.

Conforme já descrito, a isenção de registro institucional na União dos Escoteiros do Brasil é possível desde que seja considerado os seguintes fatores:

I - cuja renda familiar mensal não exceda o valor de 1 ½ (um e meio) salário mínimo nacional; ou
II – cuja família esteja incluída em programas de assistência social do Governo Federal.
§1º Na hipótese de que trata o inciso I, a condição de “Associado Isento” deverá ser confirmada, por escrito, pelo Diretor Presidente da Região Escoteira, por intermédio do documento denominado “Atestado de Isento”.
§2º O documento de que trata o parágrafo anterior deverá, obrigatoriamente, ser encaminhado, pelos Correios ou por intermédio de meio eletrônico, ao escritório nacional da UEB, Setor de Registros, para fins de comprovação perante os órgãos públicos fiscalizadores.
Pois bem, em termos práticos, para solicitar a isenção, a Região Paraná solicita que seja enviado o "Formulário de Isenção de Sócio Carente", e recomenda que seja anexado cópia do holerite/contra-cheque  de pagamento e comprovante de residência. Não esquecer das assinaturas das diligencias feitas.

Independente do processo de isenção, deverá ser feito o registro do jovem no SIGUE, apenas flegando o campo ISENTO para aquele associado que ao qual o pedido de isenção esta sendo solicitado. A partir disso, será interessante enviar junto com o formulário de isenção, a capa de lote do SIGUE aonde conste o pedido de registro do associado em questão.

Após todo esse processo realizado, deverá ser enviado para o escritório regional:

UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL - Região Paraná
Rua Ermelino de Leão, 492
CEP 80410-230 - Curitiba - PR
A/C: Gerente Executivo Regional

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Registro 2012

Olá amigos, estamos próximos de mais uma vez renovar os nossos registros para o ano de 2012, e como já é de costume, os grupos escoteiros que fazem isso antecipadamente, conseguem desconto.

Novamente a renovação ou inclusão dos registros deve ser feita pelo SIGUE, sendo que o prazo final para renovação é até o dia 30/04/2012. O sistema estará disponível para o ano de 2012, a partir do próximo dia 01/12/2011.

Para o ano de 2012, os registros tiveram um reajuste de aproximadamente 5%.

Segue os valores:

Tabela A - Renovação e Transferencia:
Ano Base
Mês do Pagamento
Valor
2011
Dez
R$     31,00 
2012
Jan
R$     36,00
Fev
R$     36,00
Mar
R$     40,00   
Abr
R$     40,00   
Mai
R$     49,00 
Demais Meses
R$     49,00 
Regularização (AA)
-
R$     48,60 (por ano)

Tabela B - Inclusão e Retorno:
Ano Base
Mês do Pagamento
Valor
2011
Dez
R$ 31,00
2012
Jan
R$ 44,00
Fev
R$ 44,00
Mar
R$ 44,00
Abr
R$ 43,00
Mai
R$ 42,00
Jun
R$ 41,00
Jul
R$ 39,50
Ago
R$ 38,50
Set
R$ 37,50
Out
R$ 36,50
Nov
R$ 35,50
Dez
R$ 34,00


Vale ainda os grupos escoteiros ficarem antenados para os processos de Gratuidade da Contribuição Anual para aquelas famílias cuja renda familiar mensal não exceda o valor de 1 ½ (um e meio) salário mínimo nacional, e cuja família esteja incluída em programas de assistência social do Governo Federal.

Lembramos que para participar de atividades escoteiras, todos os membros adultos e juvenis devem estar em dia com o registro na UEB.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Panelas ao mar!!

O ano de 1995 foi bem agitado, porque foi um ano de Jamboree Mundial na Holanda, onde o Guara-Puava mandou um chefe e três seniores e guias, teve o ELO no Turvo, que foi sensacional, entre outras excelentes atividades. Mas hoje quero compartilhar sobre a nossa participação na Aventura Senior em Porto Belo - Santa Catarina.

Na época, o custo da atividade era um pouco elevado para a grande maioria dos garotos, e eu como chefe da Tropa do GE Manoel Ribas, havia pensado em levar pelo menos os monitores das duas patrulhas da tropa juntar com os seniores do Guara-Puava e formariamos uma patrulha, numero minimo que a organização da atividade exigia.

Em função das várias atividades simultâneas que ocorriam, sobretudo pelo Jamboree e também pela ida da Tropa Senior do Guara-Puava para o Marumbi (atividade que o Ralph relatou em um post abaixo), ficou tudo muito "pulverizado", então o pessoal optou para participar da atividade que seus recursos "alcançavam".

No final das contas, a grana falou mais alto e nem os monitores conseguimos levar. Eu paguei do meu bolso a inscrição e me reuni com a tropa do GE Guara-Puava e formamos uma patrulha extremamente exigua, ou seja, a patrulha era formada pelos seniores Daniel Zarpelon, André Vigil e Dirceu Nascimento, mais eu e o chefe senior na época Rogério Ruiz.

Eu já tinha 20 anos na época, já não tinha mais idade de senior, entretanto para não frustar a atividade dos garotos, não tendo outra alternativa, me tornei monitor da patrulha, que deveria ser de, no minimo quatro elementos e no máximo seis. Se não atingissemos o minimo, seriamos incorporados em outra patrulha de alguma outra tropa. Porém a rivalidade salutar dos seniores era enorme, e eles não aceitaram ser incorporados em uma patrulha estranha, perdendo toda a sua identidade. Foi assim que formamos a "Patrulha Salto São Francisco", que ficou assim formada, eu, André Vigil, Dirceu Nascimento e Daniel Zarpelon. A Kelly guia do Guara-Puava também foi, porém, como era única, se incorporou a tropa guia de um GE de Curtiba.

A atividade se realizaria oficialmente em quatro dias, sendo: abertura em Porto Belo, segundo dia em Bombinhas, terceiro dia em Mariscal e o último dia, o encerramento seria novamente no QG em Porto Belo, isto porque os acampamentos eram ITINERANTES.

Ao preparmos as tralhas, decidimos que precisariamos de panelas, em que pese toda a comida ter sido servida em marmitex, no entanto, como chegariamos um dia antes do inicio, precisavamos fazer comida.

Na época, o GE Guara-Puava, comprou várias panelas novas, fazendo um enxoval para cada tropa, estando as panelas sem nenhum uso, ainda. Pedimos autorização do Grupo e levamos algumas panelas e outros equipamentos, como fogareiro, lampião, além de duas barracas canadense para quatro pessoas.

Saímos de Guarapuava na terça feira, por volta das 21 horas, fizemos uma parada em Curitiba, dormimos na casa do pai do Chefe Rogério, e na quarta logo pela manhã, nos mandamos pra Porto Belo. O campo estaria aberto a partir das 16 horas, como chegamos um pouco adiantados, passamos em Itapema, fizemos mercado, batemos um futebol quebra-canela na praia, e próximo das 16 horas nos mandamos pra Porto Belo, chegamos lá o campo estava abrindo os portões.

Como fomos, praticamente os primeiros a chegar, pegamos o melhor local para montagem do canto de patrulha, um local central onde todos paravam para "confraternizar". Após a montagem do nosso canto, já era noite, fomos fazer a comida, qual cardápio? Aquela velha história, gente do interior quando vai á praia quer comer peixe, frutos do mar, etc.

Lá fomos, eu e o Rogério procurar uma peixaria ou algo do gênero que pudessemos comprar os frutos marinhos. Depois de muito rodar, por volta das 20 horas, por informação achamos um local onde o cara tinha uns camarões e alguns mariscos. Sem opção, levamos aquelas "sobras" e fizemos um ensopadão com os camarões e mariscos, mais um arroz velho de guerra.

Após o jantar, como não paravam de chegar participantes ao campo, os nossos seniores estavam sedentos de confraternização, principalmente com as guias, pegaram as panelas sujas e colocaram na caixa de patrulha.

No outro dia fizemos as refeições em marmitex e só fomos abrir a caixa de patrulha no segundo dia, já no acampamento em Bombinhas. Abrimos a caixa, e como dizia o Chefe Cidenei, estava uma nojeira. Na distribuição de tarefas, o Daniel e o Dirceu ficaram responsabilizados de achar um local para lavar aquelas panelas, enquanto eu e o andré montavamos o acampamento.

E lá foram eles, com bucha, sabão e as panelas, que estavam em estado lastimável, pois uma parte dos mariscos havia queimado. Passado algum tempo eles voltaram tranquilamente conversando, com o sabão e a bucha e sem as panelas.

Então eu perguntei o que havia acontecido, eles disseram que estavam lavando as panelas nas pedras do costão, e veio uma onda grande e acabou engolindo as panelas. Resumindo: perdemos as panelas novas, compradas pelo Grupo que pertenciam a Tropa Senior do Guara-Puava.

Corremos nas pedras para ver se conseguiamos resgatar as panelas, mas foi tarde. As duas panelas, pareciam a WILSON do naufrago boiando ao longe, já em alto mar.

Passados uns tempos depois, quando voltamos para Guarapuava e tivemos que dar conta das panelas perdidas, o Dirceu e o Daniel revelaram que acharam que as panelas estavam muito sujas e não iam ficar sofrendo para limpa-las, optaram por joga-las ao mar e resolver o problema.

Naquela Aventura Senior fizemos muitas bagunças, e tem outras histórias pitorescas, mas isto é uma outra história, para um outro por-do-sol.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A nossa responsabilidade pela co-educação dos jovens

Desde que retornei ao Escotismo, como membro adulto, passei a perceber coisas muito maiores do que as coisas que eu percebia quando fui um escoteirinho da patrulha raposa, no meio dos anos 90. Uma delas foi que o movimento escoteiro é um movimento co-educacional (para ser bem simplista, e explicar o que é co-educacional, diríamos que na escola a criançada aprende português, matemática, ciências, artes, entre outras matérias, já no escotismo, ele aprende civismo, respeito ao próximo, deveres como cidadã, e assim, se auto-desenvolve como homem ou mulher.), outra coisa que aprendi é que aqueles jogos legais que tínhamos, ou aquele acampamento que fazíamos, entre outras atividades, era e ainda é a metodologia de aplicação mais simples e eficaz que existia, e é baseado nesses alicerces que o escotismo atingiu a mocidade, tornando-se assim o maior movimento de jovens do mundo.

Mas não é sobre as minhas novas percepções depois que me tornei adulto no movimento que quero escrever, mas sim sobre a nossa responsabilidade sobre a educação de uma grande quantidade de jovens que passam em nossas mãos.

Hoje, ser chefe escoteiro é mais que conhecer as lides campeiras, ou ser um recreador, é mais que conhecer uma grande quantidade de jogos e canções, é mais que simplesmente ir aos sábados para o grupo escoteiro para passar o tempo. Hoje, ser chefe escoteiro é ser EDUCADOR, e como educadores que somos, devemos ter nossas ferramentas de trabalho, ai sim entra os jogos e canções, entra os conhecimentos de campismo, mas também entra a nossa capacidade de saber entender se o nosso trabalho tem atingido o resultado que esperamos, ou o nosso interesse em buscar mais conhecimentos nesse movimento co-educacional, ou até mesmo a nossa pró-atividade em buscar ler e conhecer os desafios e limitações da idade dos nossos jovens.

Ser chefe escoteiro, é incentivar o jovem a buscar sua progressão, ou a desenvolver projetos. Ser chefe escoteiro é incentivar que o jovem possua um plano para sua vida, e ajudar ele a conquista-lo. Ser chefe é ajudar o jovem a conhecer e buscar o máximo das suas potencialidades, etc.

Por muitas vezes ser tudo isso, parece algo muito difícil, então muitos adultos que antes apenas buscavam algo para fazer nas tardes de sábado, acabam sofrendo cobranças, ou retaliações, e consequentemente deixam o escotismo.


O movimento escoteiro é tão perfeito (pelo menos na minha visão) que tudo é pensado para facilitar a aplicação correta do método escoteiro.

Sabe como você pode ser aquele super chefe ali de cima? É de certa forma simples! Como tudo que gira em torno do escotismo... Basta você aplicar o Programa de Jovens (buscando atingir os Objetivos Finais e Intermediários), e começar a entender que o escotismo é um movimento co-educacional, então improvisos fazem parte, mas não podem ser uma rotina. Temos objetivos para alcançar, por isso, uma boa leitura dos objetivos finais e intermediários é o começo, temos que planejar as coisas a médio e longo prazo, temos que tentar dar o nosso melhor.

E você chefe, gostaria que seu filho recebesse uma educação "meia-boca"?

domingo, 13 de novembro de 2011

Porque participar da certificação para Grupo Padrão?

Já esta disponivel o regulamento para a certificação de GRUPO PADRÃO 2012 (ano base 2011). Esse prêmio tem por objetivo reconhecer os grupos escoteiros que alcaçaram um padrão minimo de qualidade nas áreas de Administração, Crescimento de Efetivo, Formação de Adultos, Aplicação do Método Escoteiro, Participação na Comunidade, Divulgação do Movimento Escoteiro e Realização de Atividades.


E como participar? 

Para participar do GRUPO PADRÃO, basta preencher o arquivo "Relatório de Certificação de Grupo Padrão", e anexar a documentação necessária, conforme regulamento. Visando aumentar o uso da ferramenta SIGUE, para o ano de 2011, as fotos de atividades deverão ser anexadas na aba "atividades", mediante cadastro no SIGUE.

Diferente do que muitas pessoas pensam, o GRUPO PADRÃO não é uma certificação para aparencias, mas sim uma importante (se não a mais importante!) ferramenta para instituir um certo nivel de qualidade nos grupos escoteiros, de modo a buscar a excelencia na aplicação do método escoteiro, alem de que o preenchimento do relatório, auxilia os grupos escoteiros a estabelecer metas de crescimento, aponta dificuldades que impedem o desenvolvimento quantitativo e qualitativo do grupo escoteiro, e oferece a direção nacional informações importantes sobre as atividades desenvolvidas pelos grupos escoteiros, ajudando a indentificar possiveis formas de auxilios aos grupos escoteiros.

O prazo limite para enviar a documentação necessária é até o dia 31 de janeiro de 2012, a data de divulgação do resultado da certificação atingida será em 22 de fevereiro de 2012, e o prazo para solicitar os distintivos é até o dia 26 de março de 2012. O troféu será entregue na Assembléia Regional que em 2012 será realizada na cidade de Maringá/PR. 

As regras de participação podem ser encontradas aqui.

Conclamamos para que todos os grupos escoteiros do distrito possam participar da certificação, e que com base nos quesitos da certificação, possamos buscar melhorias em nossos grupos, pois a análise é simples: Se a direção nacional faz uma certificação de qualidade, e deseja que busquemos atingir essa certificação, é porque ela deseja que façamos o Escotismo no Brasil, com base nos quesitos da certificação. Ex: atividades de seção, divulgações, projetos, etc.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O traje/uniforme escoteiro

De vez em quando eu penso sobre "como anda os nossos uniformes/trajes escoteiro", e chego a conclusão que as coisas andam mal. Seja pela incorreta utilização de distintivos, pelos famosos "nós de amizade" no lenço do grupo, bermudas coloridas, ou até mesmo por camisas abertas, que mais parece um guarda-pó do que um símbolo pertencimento ao movimento escoteiro.

É claro que o uso correto ou incorreto do traje/uniforme não é o objetivo final do escotismo, e é claro que existem mil outras coisas com o que se preocupar para que consigamos atingir o objetivo educacional do movimento, mas o garbo com que um jovem (ou até mesmo um adulto) trata seu traje/uniforme também faz parte de um processo educativo. Precisamos trabalhar nos jovens a correta utilização do uniforme como forma de valorização de conceitos e costumes, ou até mesmo a obediência de regras (nos objetivos finais e intermediários existe um ponto que trata sobre o cumprimento das normas que a sociedade decidiu estabelecer para si própria).


BP dizia que o movimento deve acompanhar a evolução da sociedade, e isso é uma verdade, tão verdade que o escotismo já sobrevive por mais de 104 anos. Sendo assim, ou se tira o capitulo 6 do P.O.R. (Trata sobre o traje e o uniforme escoteiro), ou cumprimos! E como no momento essa regra ainda esta em vigor, peço aos estimados amigos que se adequem.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

250 milhões de escoteiros: uma excelente leitura

250 milhões de escoteiros de Lazslo Nagy, é um excelente leitura escoteira! Com esse livro, é possível conhecer e entender o porque de muitas coisas que aconteceram ou ainda acontecem no Escotismo Mundial.



Com essa leitura, conhecemos desde as origens de Baden Powell, sua entrada para o exercito, suas batalhas, suas anotações, até a sua mais bem sucedida experiência: Browsea 1907. A partir disso, o livro apresenta a evolução do escotismo desde seu inicio, todos os problemas e glórias que o movimento passou durante quase 1 século (o livro escrito no final dos anos 80).

O mais importante é que com essa leitura, podemos compreender o real propósito do escotismo!

Se você tem interesse nessa leitura, gentileza nos avisar.

Escoteiros de Guarapuava na década de 70

Na década de 70, existiu em Guarapuava, um grupo escoteiro apoiado pelo Rotary Clube, chamado GURUPIÁ.

Na foto abaixo, estão os jovens escoteiros acampando na Lagoa das Lagrimas (detalhe para o uniforme verde, e o lenço amarelado).

 Foto gentilmente cedida pelo ex-escoteiro Cassio Bizarro Zandonai

domingo, 6 de novembro de 2011

Pioneiros de Guarapuava realizam Vigilia Regional

Aconteceu nesse final de semana na cidade de Guarapuava a Vigilia Regional Pioneira. Estiveram presentes 9 jovens entre 17 e 21 anos dos Grupos Escoteiros Guara-Puava e Manoel Ribas.

Com uma extensa programação baseado no livro Caminhos para o sucesso de B.P., a Vigilia enfatizou aos jovens a importancia de "remar a sua própria canoa" e serem os protagonistas das suas próprias vidas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Acandis 1991

No passado, a realização de grandes acampamentos distritais, era uma pratica bastante comum, basta lembrar dos tradicionais Acampi's no Pinhão, ou os Acantodos que haviam em Guarapuava, ou até mesmo os Acandis que a cada ano era realizado em um local diferente.


Em 1991, o Acandis foi realizado na cidade de Prudentópolis, mas dai muitos podem se perguntar: Já existiu um Grupo Escoteiro em Prudentópolis? A resposta é: Não! Nunca existiu um grupo naquela cidade, porém, sempre era tentado fazer acampamentos em locais aonde o escotismo ainda não era praticado.


Enfim, o nome do acampamento não importava, o que realmente nos importava era saber que iamos encontrar amigos de outras cidades. Para se ter uma idéia, tempos atrás encontrei 2 irmãos que me perguntaram: "Você ainda está no escoteiro?" Eu fiquei curioso em saber como eles sabiam que estou por aqui a tanto tempo. Entao um deles respondeu: "Nos eramos do G.E. Pinhão, mas naquele tempo eramos baixinhos, muito abaixo da média...rsrsrsrs." Foi legal, porque quando falaram isso, eu imediatamente lembrei dos irmãos Hanysz do Pinhão, "os escoteiros que eram menores que a bandeirola das suas patrulhas".

Hoje lembro com grande saudades de todos aqueles momentos...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Contexto Histórico das Condecorações Escoteiras

Texto de Mauríco Moutinho

Uma vez me disseram que nossa organização (União dos Escoteiros do Brasil) é excelente para “puxar a orelha”, mas péssima para reconhecer e valorizar. As vezes demoramos muito para agradecer bons serviços e ações de destaque. Talvez seja um exagero, mas temos que estar sempre atentos, pois é muito bacana fazer um bom reconhecimento, valorizar ações de destaque de pessoas que muitas vezes contribuem (e muito) para o desenvolvimento do escotismo. Legal para quem homenageia e para quem é homenageado.

Uma das maneiras de reconhecer os serviços de nossos voluntários é através da outorga das condecorações escoteiras. Esta tem sido uma prática desde a chegada do Escotismo no Brasil. Segue abaixo um texto muito bom, que explica o contexto histórico de cada uma das condecorações escoteiras. O texto não é meu, mas como está muito bem escrito resolvi transcrevê-lo:

Medalhas simbolizam o apreço, gratidão, honra e reconhecimento às ações exemplares de abnegação, dedicação, caráter, coragem ou altruísmo de alguém para sua coletividade. É o modo pelo qual as sucessivas gerações recordam ou aprendem fatos e feitos que, de outra forma, seriam esquecidos. Por isso, o valor de uma condecoração está na razão direta da imparcialidade e do rigor aplicado aos critérios de concessão.

No Movimento Escoteiro, já na década de 1920, as condecorações foram previstas nos estatutos de várias Associações, Federações e Conselhos. Contudo, o registro sistemático das concessões teve início em 1947. Antes desta data, há registros completos apenas dos agraciados com o Tapir de Prata desde quando o primeiro foi concedido para Baden-Powell em 1936.

Os regulamentos escoteiros estabelecem que “ainda que os escoteiros e chefes escoteiros tenham como dever precípuo a prática do bem, são eles por motivo de qualquer ação meritória excepcional, digna de louvores e recompensas”. Isso se dá por uma das seguintes condecorações:

Agradecimento: Medalha de Gratidão e Cruz de São Jorge;
Bons Serviços: Medalha de Bons Serviços e Medalha Velho Lobo;
Mérito: Medalha Tiradentes e Tapir de Prata;
Valor: Medalha de Valor.

MEDALHA DE GRATIDÃO


Criada por proposta de nove federações estaduais da Confederação Brasileira dos Escoteiros de Terra em 1947, a concessão da Medalha de Gratidão foi definida no Regulamento Técnico da UEB em 1952 e não sofreu alterações significativas desde então. Por ser condecoração mais recente, é provável que praticamente a totalidade das concessões tenham sido registradas.

É concedida a pessoas, sócias da UEB ou não, ou entidades que tenham prestado grandes e comprovados serviços a órgãos ou ao Movimento Escoteiro em geral.

A condecoração tem três graus: bronze, prata e ouro, concedidos conforme a relevância dos serviços prestados ao escotismo em qualquer nível da UEB. É presa a uma fita de cor verde e amarela em duas listas verticais, ficando a verde ao lado da linha média do corpo.

CRUZ DE SÃO JORGE

A Cruz de São Jorge é a condecoração destinada a altas autoridades e dirigentes escoteiros em sinal de reconhecimento por grandes e relevantes serviços prestados ao Movimento Escoteiro em geral ou ao nível regional de direção;


Criada provavelmente em 1945, inicialmente era concedida apenas pelas Assembléias Regionais e a Nacional. A medalha tinha um único grau, embora fosse confeccionada em prata. A diferenciação estava na cor da fita chamalote de cada Federação. No “Regulamento Técnico Geral”, de 1952, a diferenciação da concessão se fazia pela fita chamalote verde (Regiões) e azul marinho (Nível nacional da UEB). Mais tarde foram eliminadas as diferenças de cor e a Cruz de São Jorge passou a ter fita apenas na cor azul.

Em dezembro de 1977, a Comissão Executiva Nacional ratificou a proposição para a Criação da Cruz de São Jorge Ouro, cuja proposta só poderia ser feita a nível nacional. Passou, então, a ter os graus prata e ouro.

A medalha continuou sendo confeccionada em prata, mas no grau ouro, a flor de lis ao centro era feita deste metal.

Na reforma do regulamento de 1997, os graus foram abolidos. Em 2004, foi estabelecido como pré-requisito para sua concessão que o agraciado fosse portador da medalha de gratidão no grau ouro.

MEDALHA DE BONS SERVIÇOS

A Medalha de Bons Serviços é destinada a premiar a boa e eficiente atividade escoteira, só podendo ser concedida a sócios do Movimento Escoteiro. A condecoração não se destina a premiar somente o tempo de atividade. O regulamento determina que os “serviços pelos quais ela é concedida devem ter um especial caráter meritório, durante o número de anos indicado, ultrapassando os limites do de fiel cumprimento ou exercício de cargos no Movimento”.


No “Regulamento Técnico da União dos Escoteiros do Brasil”, de 1936, ela é definida com o formato atual, mas com o nome de “Medalha de Mérito”, tendo ao centro, em baixo relevo, inscritas a flor de lis e o lema “Sempre Alerta”, circundado por ramos de café e algodão, sendo usada com fita chamalote roxa. Eram concedidas nos graus bronze, prata e ouro para 10, 15 e 20 anos de atividades, respectivamente,

É possível que ela tenha sido incorporada da Associação dos Escoteiros católicos do Brasil que, em 1921, definiu em seu estatuto que a Medalha de Mérito, era de “forma circular, de ouro, com uma flor de lis ao centro e pendente de fita branca”. Ou seja, praticamente o mesmo desenho que hoje é usado na Medalha de Bons Serviços. Definição semelhante teve em 1924 no regulamento da Confederação Brasileira dos Escoteiros do Mar e em 1934 no regulamento da Federação dos Escoteiros Católicos do Brasil.

Em 1960, o livro “Princípios, Organização e Regras – POR” da UEB reduz o tempo de serviço da medalha de Bons Serviços Bronze para sete anos. A norma seguiu sem alterações nos mais de 40 anos seguintes. Em 2002, voltaram a exigir os tempos de atividades previstos inicialmente no Regulamento de 1936.

BARRAS DE OURO

Barras de Ouro são complementos da Medalha de Bons Serviços grau ouro. Foram propostas nos estudos do final da década de 1940, mas surgiram formalmente pela primeira vez no Regulamento Técnico Escoteiro da UEB, em 1952. Era concedida uma para cada cinco anos além de vinte, para ser usada sobre a fita da medalha de Bons Serviços.

Em 2002, as Barras de Ouro passaram a ser concedidas a cada dez anos a mais de bons serviços aos sócios da UEB já possuidores da medalha de Bons Serviços no Grau Ouro.

Em 2004, fez-se registrar o complemento de seriam concedidas “uma a cada dez anos a mais de bons serviços, até a conquista da medalha Velho Lobo”. Foi estabelecido também que terão as dimensões das demais barretes, sem qualquer tipo de desenho e sendo gravado no meio “30 anos” ou “40 anos”, respectivamente.

MEDALHA VELHO LOBO

Criada em 2002 foi concedida a primeira vez em 2004. É, na verdade, uma medalha de Bons Serviços destinada a premiar a boa e eficiente atividade comprovada para aqueles que completarem 50 anos de atividades e que sejam possuidores da medalha de Bons Serviços no Grau Ouro. Tem o formato circular, com a efígie do Almirante Benjamin Sodré, o Velho Lobo, “Escoteiro número 1″ do Brasil.

O Agraciado com a Medalha Velho Lobo receberá diploma, medalha e respectivo barrete, ficando dispensado do pagamento de todas as contribuições anuais devidas a UEB.

MEDALHA TIRADENTES

Foi criada provavelmente na segunda metade da década de 1930 pela Federação Brasileira dos Escoteiros de Terra, sendo incorporada aos regulamentos da União dos Escoteiros do Brasil por ocasião da fusão das Federações. A medalha é presa a um colar constituído por uma fita verde nas extremidades e branca ao centro. Até a década de 1950 era usada no lado esquerdo do peito. Posteriormente passou a ser usada ao redor do pescoço.

Instituída em homenagem ao mártir da independência, é concedida a sócios do Movimento Escoteiro, Regiões Escoteiras ou Grupos Escoteiros, por atos que demonstrem ações excepcionais de devotamento ao dever, nobreza de caráter e de sentimentos, elevado espírito escoteiro ou relevantes serviços à causa escoteira.

TAPIR DE PRATA

Criada com a fundação da UEB em 1924, o Tapir de Prata sempre foi definido nos regulamentos como “a recompensa honorífica de mais alto mérito escoteiro”. Neste sentido, seguiu a tradição mundial onde cada país escolhe um animal para sua mais alta comenda e quase sempre em prata. Dada sua importância, provavelmente é a única condecoração escoteira cujas movimentações foram totalmente registradas.

Sua concessão foi iniciada na gestão de Bonifácio Antônio Borba na Presidência da UEB, em outubro de 1936. Foram concedidas simultaneamente as primeiras, na seguinte ordem:
  1. Lorde Robert Baden-Powell, Fundador do Escotismo (recebeu em 1937);
  2. Hubert Stadttheater Martin, Comissário Internacional da Boy Scouts Association, Diretor do Escritório Mundial desde sua criação até 1938. Organizador do primeiro Jamboree Mundial;
  3. Mário Sérgio Cardim, Fundador da Associação Brasileira de Escoteiros, em 1915;
  4. Benevenuto Cellini dos Santos (post mortem), um dos precursores do escotismo e criador do “Rataplan do Arrebol”;
  5. Jerônima Mesquita, uma das fundadoras do Movimento Bandeirante do Brasil;
  6. Guilherme de Azambuja Neves (post mortem), um dos diretores da Escola de Chefes e da Federação de Escoteiros de Terras e criador do Boletim Alerta, que deu origem ao informativo “Sempre Alerta”;
  7. Afonso Pena Júnior, primeiro presidente da UEB, quando Ministro da Justiça, tendo atuado no cargo, inclusive vestindo o uniforme escoteiro;
  8. Benjamin Sodré, mais expressivo difusor do Escotismo no Brasil. Assinava Velho Lobo;
  9. Gabriel Skinner, fundador da Associação Espírito Santense de Escoteiros e incentivador do Escotismo Escolar no antigo Distrito Federal.
Inicialmente, a concessão do Tapir de Prata só poderia ser feita por solicitação das federações que compunham a UEB e com aquiescência do Conselho Diretor. Em 1945, foi elevado à categoria de Ordem do Tapir de Prata, cujos membros tinham poderes e obrigações bem definidas no regulamento, inclusive com responsabilidade de velar pela intangibilidade da doutrina escoteira. Em 1952, foi incluído o pré-requisito obrigatório de que os beneficiários do Movimento Escoteiro tenham a Medalha Tiradentes há no mínimo cinco anos e “que tenham prestado novos e relevantes serviços ao Movimento Escoteiro“.

Excepcionalmente, poderá ser concedida a grandes personalidades escoteiras mundiais. Entretanto, ao longo da história, os brasileiros foram a grande maioria dos agraciados. Apenas dez estrangeiros receberam o Tapir: cinco escotistas (incluindo Baden-Powell), os três astronautas que fizeram o primeiro vôo que levou o homem a pisar na lua, um presidente e um rei.

O extremo rigor e as várias exigências para sua concessão fizeram com que nos 84 anos de sua existência fossem concedidas apenas 76 vezes.

CRUZ DE VALOR

Criada provavelmente pela Confederação Brasileira dos Escoteiros do Mar, aparece pela primeira vez no estatuto de 1924 como “Medalha de Salvamento de Vida“. Já possuía o formato da cruz de malta. Em 1934, aparece com o mesmo formato no estatuto da Federação dos Escoteiros Católicos do Brasil, mas com o nome de “Cruz de Valor“, igualmente concedida nos graus bronze, prata e ouro, mas com fita chamalote vermelha ao invés de verde.


Em 1936, foi definida nos estatutos da União dos Escoteiros do Brasil com o nome de “Medalha de Valor“. Em vez de ser confeccionada em bronze, prata e ouro, a inovação estava no fato de que os três graus tinham a cruz de malta em ouro. A diferenciação estava na cor da fita chamalote. A “Cruz de Bronze” tinha fita vermelha; a “Cruz de Prata” tinha fita azul e a “Cruz de Ouro”, fita com listas azul e vermelha.

Cada grau é concedido, respectivamente, por atos de heroísmo que envolvam pequenos, médios e grandes riscos de vida. Normalmente os fatos são analisados por comissões que estudam detalhadamente o histórico completo do caso, documentos e testemunhos antes de fazerem as recomendações finais.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A nossa responsabilidade sobre a segurança dos jovens escoteiros

Hoje resolvi escrever sobre um assunto, que muitas vezes passa despercebido nas atividades: A nossa responsabilidade sobre a segurança dos jovens escoteiros.

Volta e meia, fico sabendo de casos de Chefes Escoteiros que pensam ser "O Barbaro Conan", e colocam jovens debaixo dos braços e sem segurança alguma, expõem escoteiros em atividades arriscadas.

É claro que os jovens adoram isso, pois o "risco calculado" faz parte das aventuras da adolescência, mas o "xis" da questão esta no momento em que o "risco calculado" vira um problemão!!

Falando sobre esse assunto, não tem como não recorrer ao famoso "Caso do escoteiro desaparecido", ocorrido à 26 anos atrás, quando uma patrulha acompanhada de um adulto foram escalar o Pico Marins na Serra da Mantiqueira em São Paulo. Quando estavam próximos do cume, um jovem tropeçou e sentiu fortes dores na perna, fazendo com que a expedição fosse abortada. Porem, o jovem Marco Aurélio Simon que seria monitor de patrulha após aquele acampamento, se ofereceu para ir a frente buscar ajuda. Depois disso, nunca mais foi encontrado. Como pode se ver na reportagem exibida na época, e que também resultou em um livro:




Prezado chefe, antes de fazer qualquer atividade, por mais desafiadora que ela seja, pense primeiro na segurança, se há riscos, cancele a atividade e explique para os jovens. É muito melhor um jovem chateado pela não realização de uma atividade bacana, do que uma família triste!

Vamos pensar nisso? Acho que ninguem quer ser acusado por negligenciar com filho dos outros, ou quer?

E ficha médica e autorização dos pais SEMPRE presente!

domingo, 30 de outubro de 2011

Vigilia Regional Pioneira no Distrito 71

Fechando o ciclo de atividades distritais em 2011, acontecerá nos próximos dias 05 e 06 de Novembro a Vigília Regional Pioneira.


Baseado no livro Caminhos para o sucesso de Baden Powell, a VR terá como objetivo refletir junto aos jovens o seu comportamento frente as varias situações apresentadas durante a vida. Outro ponto a ser tratado será os objetivos que BP tinha em relação ao Ramo Pioneiro.

A atividade será destinada para jovens entre 17 e 21 anos de todos os Grupos Escoteiros do Distrito 71.

Não podemos deixar de destacar que a Chefe Giovana Higinio de Souza, ex-pioneira e atualmente baghera da Alcatéia I do G.E. Guara-Puava, foi uma das responsáveis pela elaboração do material que será usado em todas as Vigílias (que acontecerão simultâneamente) na região Paraná. Temos certeza que o material ficou excelente, e a vigília será uma excelente oportunidade para refletirmos nossa caminhada, e a maneira como "conduzimos nossas canoas".

sábado, 29 de outubro de 2011

Guarapuava recebe a maior atividade sênior do estado

Esta acontecendo neste final de semana na cidade de Guarapuava o 2º Desafio Sênior 24 horas. Estão reunidos nas dependências do 26º GAC aproximadamente 340 jovens do Ramo Sênior, alem de 120 adultos entre chefes de tropa, e equipe de organização.


Abertura do 2º Desafio Sênior 24 horas
Além de atividades desafiadoras, os jovens tiveram a oportunidade de realizar 2 grandes atividades sociais em relação ao combate a dengue, e paz no transito.

Infelizmente a forte chuva que desaguou em Guarapuava no meio da tarde deste sábado acabou antecipando o encerramento da atividade que foi dividido em 3 grandes sub-campos: CIA, KGB e ABIN.


Conforme divulgado nesse blog, o Sênior Maycon do G.E. Tarumã recebeu seu prêmio pela confecção do distintivo da atividade. Parabens!


Parabéns a organização do evento por desenvolver essa grande atividade, e fazer o melhor possível para o desenvolvimento dos nossos jovens.